Desatino! nº5 – Boletim das XXV Jornadas

Cabeçalho boletim #5

Olá pessoal,

Está chegando a hora!

Estamos na contagem regressiva para o início das XXV Jornadas Clínicas sobre Loucuras e Amores na Psicanálise.

O Boletim Desatino! #5 apresenta as novas colaborações de nossa comunidade recebidas ao longo do mês de outubro e outras ainda bem recentes. Contribuições que, com a diversidade presente nas reflexões, muito enriqueceram o preparo do evento que se anuncia.

Na categoria Orientação ponto a ponto, a novidade é o texto de Isabel Lins, “Letras, Amores e Dissabores”. A categoria Pólis-amores e loucuras recebeu quatro novos textos: “Corpos na pólis”, por Renata Estrella, “Da segregação à invenção: a importância da precariedade”, de Paula Legey , “Os oásis nossos de cada dia”, por Maricia Ciscato e “Particularizar o cuidado: uma direção de trabalho possível na pediatria oncológica superespecializada”, de Ana Beatriz Rocha Bernat. Finalizando as contribuições, na categoria Todo mundo lê, contamos com a resenha do texto “Paixões em “Bloque”, por Angela Batista. Desejamos a todos uma ótima leitura!

A preparatória para as Jornadas aconteceu no dia 03 de novembro, no auditório do IPUB-UFRJ, com a exibição do filme “Corpo Elétrico”. Tivemos, na sequência, um debate com a presença do diretor do filme, Marcelo Caetano, além de Marcus André Vieira e Paulo Vidal, convidados para essa conversa que “deslizou como a cena de um poema”.  Assim Andrea Vilanova descreveu esse belo encontro, com precisão e delicadeza, no texto  “Um brinde ao impossível”, que muito enriqueceu a categoria Todo mundo vê, em nosso blog. Nesta mesma categoria, também contamos com a generosa contribuição de Paulo Vidal, apresentada na preparatória. Seu texto, “Provocado pelo Corpo Elétrico”, enfatiza a bricolagem de que somos feitos e com a qual cada um de nós terá que se reinventar, tão bem apresentada no filme.

Além de todas essas produções animadoras pré-Jornadas, temos também já disponíveis na Seção Rio, para todos os inscritos, os textos que servirão de base para a discussão na Conversação clínica das XXV Jornadas. Não deixe de pegar os seus!

A comissão de livraria trabalhou para selecionar excelentes títulos para as Jornadas!  Confira em https://loucuraseamores2017.wordpress.com/category/desatino-boletim-das-xxv-jornadas/   algumas novidades e destaques do Bazar, como também os lançamentos que ocorrerão na sexta-feira, às 19h.

Lembramos também que o credenciamento antecipado pode ser feito para os inscritos nas XXV Jornadas Clínicas da EBP-Rio e do ICP-RJ.  Essa é uma forma de evitar filas na abertura. Não deixe para a última hora!                                                                 

Local: Sede da EBP Rio, rua Capistrano de Abreu, 14. 

Para se inscrever nas XXV Jornadas, ligue para a secretaria da EBP Rio (2539-0960) ou do ICP RJ (2286-7993).

Curta a página da EBP Rio no Facebook, confirme a presença no evento das XXV Jornadas e siga nosso Instagram, @loucuraseamores2017.                                                                          

Esperamos por você!

Comissão de Divulgação e Mídia

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Desatino! Extra – Ementas dos cursos

Olá pessoal!

Nossas Jornadas se aproximam e alguns esclarecimentos se fazem importantes. O trabalho deste ano será animado, já iniciando na sexta-feira de manhã! Das 9h às 11h, teremos quatro diferentes cursos discutindo casos clínicos que conversam com o tema de cada eixo.

Para quem está inscrito nas Jornadas, é só chegar e escolher na hora qual dos cursos quer assistir. Confiram as ementas:

Eixo 1. Parcerias: O que há?
Curso: Sobre os casos Uma mulher pródiga e Uma Eva negra
Coordenação: Mirta Zbrun e Sarita Gelbert

Utilizando dois casos clínicos, um de neurose e um de psicose, o curso abordará a
relação transferencial e a posição do analista ‘parceiro sintoma’, que possibilitam, no
tratamento, a criação de um ‘novo amor’.
O caso de Oscar Ventura, Uma mulher pródiga, e o caso de Jean-Louis Goult, Uma Eva negra, mostram de forma muito precisa o cálculo nas intervenções do analista que orientam a condução do tratamento. Há ensino teórico e clínico em ambos os casos no que se referem às parcerias em análise e é isso que este curso se propõe a transmitir.

Eixo 2. A transferência: entre o amor e o saber
Curso: Sobre o caso Anna O. e o testemunho de passe de Silvia Salman
Coordenação: Doris Diogo e Stella Jimenez

No caso de Anna O. (Berta Pappenheim), veremos o que foi o começo da psicanálise, a incidência da transferência tanto no inconsciente transferencial como no real, e o embaraço da contratransferência.
Também abordaremos as versões do amor no testemunho de passe de
Silvia Salman: da repetição do amor ao pai, atualizado na transferência, ao
enodamento do amor e da pulsão no sinthoma.

Eixo 3. Sobre o uso diagnóstico: da classificação à singularidade
Curso: Sobre os casos Um caso nem tão raro e Um sujeito no nevoeiro
Coordenação: Maria Inês Lamy e Maria Lídia Arraes Alencar

Em Um caso não tão raro, Jean-Pierre Deffieux defende a importância de se
perceber, em cada sujeito, se há “efeitos clínicos mínimos de algo destoante na amarração RSI”. Sem desprezar a diferença entre neurose e psicose, a ênfase recai agora não tanto na classificação diagnóstica e sim na singularidade das amarrações sintomáticas de cada um. Já o caso de Hervé Castanet, Um sujeito no Nevoeiro, elucida a psicose ordinária por se tratar de alguém que, vivendo dentro da NORMA, sem evidência de desencadeamento, ensina sobre uma posição singular frente ao Outro, habitando um ‘eterno presente’. As sutilezas de uma ‘indecidibilidade’ no falar apontam a questão diagnóstica: ponto-de-basta ou nevoeiro?

Eixo 4. Violência e amor
Curso: Sobre os casos Aimeé e O amor louco de uma mãe
Coordenação: Cristina Duba e Manoel Barros da Motta

Um primeiro ponto a destacar neste binômio de que nos ocuparemos, a violência e o amor, diz respeito a situar o que é violência no campo da psicanálise: podemos situá-la como um conceito único ou será necessário pluralizá-la? É preciso certamente distingui-la da agressividade, que faz forma de parceria imaginária, com o amor. Nos dois casos, Aimeé, de J. Lacan, e O amor louco de uma mãe, de Éric Laurent, o amor atravessa as formas do amor materno, em sua face violenta, desmedida, além da mediação fálica. Essa é outra das dimensões que levaremos em conta para abordar o tema proposto, ou seja, a loucura da violência materna e suas relações com a loucura feminina.

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Aproveitem para se credenciar com antecedência na secretaria da Seção Rio, evitando filas no dia do evento.

Até breve!!!

Comissão de Divulgação e Mídia