Desatino! Extra – Ementas dos cursos

Olá pessoal!

Nossas Jornadas se aproximam e alguns esclarecimentos se fazem importantes. O trabalho deste ano será animado, já iniciando na sexta-feira de manhã! Das 9h às 11h, teremos quatro diferentes cursos discutindo casos clínicos que conversam com o tema de cada eixo.

Para quem está inscrito nas Jornadas, é só chegar e escolher na hora qual dos cursos quer assistir. Confiram as ementas:

Eixo 1. Parcerias: O que há?
Curso: Sobre os casos Uma mulher pródiga e Uma Eva negra
Coordenação: Mirta Zbrun e Sarita Gelbert

Utilizando dois casos clínicos, um de neurose e um de psicose, o curso abordará a
relação transferencial e a posição do analista ‘parceiro sintoma’, que possibilitam, no
tratamento, a criação de um ‘novo amor’.
O caso de Oscar Ventura, Uma mulher pródiga, e o caso de Jean-Louis Goult, Uma Eva negra, mostram de forma muito precisa o cálculo nas intervenções do analista que orientam a condução do tratamento. Há ensino teórico e clínico em ambos os casos no que se referem às parcerias em análise e é isso que este curso se propõe a transmitir.

Eixo 2. A transferência: entre o amor e o saber
Curso: Sobre o caso Anna O. e o testemunho de passe de Silvia Salman
Coordenação: Doris Diogo e Stella Jimenez

No caso de Anna O. (Berta Pappenheim), veremos o que foi o começo da psicanálise, a incidência da transferência tanto no inconsciente transferencial como no real, e o embaraço da contratransferência.
Também abordaremos as versões do amor no testemunho de passe de
Silvia Salman: da repetição do amor ao pai, atualizado na transferência, ao
enodamento do amor e da pulsão no sinthoma.

Eixo 3. Sobre o uso diagnóstico: da classificação à singularidade
Curso: Sobre os casos Um caso nem tão raro e Um sujeito no nevoeiro
Coordenação: Maria Inês Lamy e Maria Lídia Arraes Alencar

Em Um caso não tão raro, Jean-Pierre Deffieux defende a importância de se
perceber, em cada sujeito, se há “efeitos clínicos mínimos de algo destoante na amarração RSI”. Sem desprezar a diferença entre neurose e psicose, a ênfase recai agora não tanto na classificação diagnóstica e sim na singularidade das amarrações sintomáticas de cada um. Já o caso de Hervé Castanet, Um sujeito no Nevoeiro, elucida a psicose ordinária por se tratar de alguém que, vivendo dentro da NORMA, sem evidência de desencadeamento, ensina sobre uma posição singular frente ao Outro, habitando um ‘eterno presente’. As sutilezas de uma ‘indecidibilidade’ no falar apontam a questão diagnóstica: ponto-de-basta ou nevoeiro?

Eixo 4. Violência e amor
Curso: Sobre os casos Aimeé e O amor louco de uma mãe
Coordenação: Cristina Duba e Manoel Barros da Motta

Um primeiro ponto a destacar neste binômio de que nos ocuparemos, a violência e o amor, diz respeito a situar o que é violência no campo da psicanálise: podemos situá-la como um conceito único ou será necessário pluralizá-la? É preciso certamente distingui-la da agressividade, que faz forma de parceria imaginária, com o amor. Nos dois casos, Aimeé, de J. Lacan, e O amor louco de uma mãe, de Éric Laurent, o amor atravessa as formas do amor materno, em sua face violenta, desmedida, além da mediação fálica. Essa é outra das dimensões que levaremos em conta para abordar o tema proposto, ou seja, a loucura da violência materna e suas relações com a loucura feminina.

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Aproveitem para se credenciar com antecedência na secretaria da Seção Rio, evitando filas no dia do evento.

Até breve!!!

Comissão de Divulgação e Mídia

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