Os oásis nossos de cada dia

Por Maricia Ciscato

Gueto de Varsóvia, ano de 1941, cenário de horror. Corpos pelas ruas e vielas; mortos, moribundos, doentes, famintos, apáticos, perdidos. A peste e o nada. Bocas semi-abertas. Olhares vazios. Alguns gritos, quem sabe se de dor, de fome ou de desespero. Em meio ao deserto de vida, um burburinho no canto de uma das ruas. Algumas crianças, muito magras, movem-se e conversam; um adulto – líder judeu no gueto – ensaia com elas uma peça de teatro.  

Essa cena, eu a imaginei a partir do relato que ouvi de um historiador no filme Shoah, de Claude Lanzmann. Neste filme, a genialidade de Lanzmann nos faz entrar em contato com o horror do processo que levou ao extermínio calculado e metódico de dois terços do povo judeu da Europa. Para isso, Lanzmann impede de nos conectarmos com o drama, impede que nos identifiquemos com o povo exterminado, impede qualquer tipo de catarse. Deixa-nos deslocalizados, utilizando-se apenas de testemunhos, de silêncios, de traduções, de línguas impossíveis, de restos dos campos, de trilhos, do vazio de imagens irrepresentáveis.

Não há qualquer cena dos corpos do gueto em questão, da morte espalhada. É preciso que as palavras do historiador nos atravessem e nos levem a produzir a cena internamente. E ali, no canto das ruas mortas, no canto do deserto que toma conta de nosso corpo durante o filme, ali no canto, estão as crianças, brincando, ensaiando uma peça de teatro. Um oásis, talvez dissesse Hannah Arendt (1998).

Desertos e oásis são territórios nossos, humanos. Somos capazes de produzir e de nos habituar com os mais extensos desertos, inclusive o político. Arendt nos lembra que o maior desafio não é o de aprender a viver no deserto – como quer a psicologia moderna –, mas o de produzir e manter oásis em meio ao deserto, não como espaços de “descompressão”, mas, pelo contrário, como “fontes vivas que nos capacitam a viver no deserto sem nos reconciliarmos com ele” (1998, p. 180, grifo nosso). Os oásis são os territórios que nos capacitam a viver no deserto sem nos adaptarmos a ele, sem totalizá-lo como norma. Os oásis são os cantos das ruas que pulsam, que invertem a lógica mortífera segregacionista e inventam a vida lá onde haveria apenas indiferença, planificação, normalização, contabilização, totalização.

Oásis podem ser produzidos por crianças brincando na esquina de um gueto; podem ser produzidos por artistas, escritores e poetas (atenção para o livro “Para que poetas em tempos de terrorismos?”, de Alberto Pucheu); por alunos em ocupações; por hortelões em meio ao concreto cinza; por ativistas em meio ao caos ou ao silêncio; por moradores em meio à violência; por analistas nas mais diversas atuações pelas cidades. Cada um a seu modo, furando o deserto político. Oásis podem ser produzidos até mesmo em meio à polícia militar do Rio de Janeiro.

Eis o ponto em que me encontro, como analista. Aqui, agradeço a Paulo Vidal pela delicadeza de me fazer avançar ao marcar que, para além dos oásis, há que se construir também os trajetos, que vão de um a outro e que cortam o deserto, sob o risco de, ao manter os oásis isolados, “guetificá-los”. 

 

Referência:

ARENDT, H. De deserto e de Oásis. Em: O que é Política? – Fragmentos das Obras Póstumas Compilados por Úrsula Ludz. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1998, p. 177 a 183.

 

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Desatino! Extra – Boletim das XXV Jornadas

Preparatória para as XXV Jornadas Clínicas da EBP Rio e ICP-RJ sobre Loucuras e Amores na Psicanálise

Exibição do filme “Corpo elétrico” seguido de debate com a presença do diretor do filme, Marcelo Caetano.

Convidados: Marcus André Vieira e Paulo Vidal
Responsáveis pela preparatória: Andrea Vilanova e Cristina Frederico.
Apoio: Thereza De Felice.

Sexta feira, dia 3 de novembro às 17:00 no auditório do IPUB – UFRJ (Campus da Praia Vermelha)

Rua Venceslau Braz, 71 (fundos)
Botafogo
Rio de Janeiro – RJ

Paixões em “Bloque”*

Por Angela Batista

Na revista Enlaces 23, um texto de Monica Torres (2017) trata as paixões e o campo que elas ocupam na vida pulsional de cada um de nós. A autora se apoia no seminário de Miller de 1986 (2011) onde ele descreve as paixões em diferentes épocas do ensino de Lacan. Temos, então, as paixões do ser, que são o amor, o ódio e a ignorância, e as paixões da alma, mais próximas da “outra coisa”, do campo do real. As paixões do ser estão em relação ao grande Outro, e as da alma concernem ao parlêtre.

Em Bloque:
Paixões do ser – Sujeito dividido – grande Outro – Falta a ser – significante
Paixões da alma – Paixão do objeto a – Outra coisa – saber – extimidade – real

Concluindo, Miller diz algo fundamental em Extimidade (2011 [1986] p. 464-468): o analista não é sábio, nem santo, quanto às suas paixões, e adverte que com elas não há sossego. Boa Leitura!

* C.f. MILLER, J-A. Acero el abierto. Uno por Uno, Barcelona, n. 6., 1990.

Referências bibliográficas:
MILLER, J-A. Acero el abierto. Em: Uno por Uno, Barcelona, n. 6., 1990.
MILLER, J-A. (1986) Extimidad. Buenos Aires: Paidós, 2011.
TORRES, M. Pasiones en bloque. Em: Enlaces, Buenos Aires, ano 19, n. 23, p. 18-21, ago. 2017.

Corpos na pólis

Por Renata Estrella

“Se meu filho um dia for professor, ele vai ensinar a minha história”

(fala de um aluno que participou das ocupações das escolas em SP, 2015)

 
Considerando-se que o mundo se vê hoje submetido à lógica do mercado, atual regulador das trocas sociais, parto da premissa de que o mercado ocuparia o lugar do Outro na atualidade, como Marcus André Vieira tem trabalhado em seu Seminário, A psicanálise do fim do mundo. O Outro do mercado aparece de forma onipresente, fugidia e que, ao mesmo tempo, dita escolhas – tudo transformado em consumo – à maneira de um imperativo categórico¹.

Neste estado da arte, tão fixados que parecemos estar em identificações, talvez como uma defesa, a forma de ciframento de gozo parece ser a da segregação, como Marie-Hélène Brousse trabalhou em 2002 em Seminário Internacional promovido pela EBP/SP. A segregação aparece em processos de auto-segregação, como a ideia de lugar de fala, por exemplo, ou nas propostas cada vez mais claras de extermínio do outro – terrorista, diferente, coxinha, petista -, demonstrando acirrada negação da alteridade em nossa cultura.

Nesse sentido, interessa ao psicanalista o movimento em curso no social, processos que nos interpretam ao trazerem problemas, soluções, invenções, novidades que podem contribuir à permanente reedição da psicanálise. Para trazer estas breves questões, parto de minha experiência em apoio às ocupações no Rio de Janeiro em março de 2016, de algumas entrevistas com os estudantes ocupas, como passaram a ser carinhosamente chamados – entre elas, a entrevista realizada por Cristina Frederico e Paula Legey, publicada na Latusa, n.21 – e do filme de Carlos Pronzato, Acabou a paz! Isto aqui vai virar o Chile! Escolas ocupadas em São Paulo – de onde vem a epígrafe deste texto.

Sobretudo a partir dos anos 2000, vemos insurgir nas ruas e espaços públicos das grandes cidades diferentes movimentos populares de ocupação inaugurados pelo famoso Occupy Wall StreetO que parece é que são movimentos de resistência que podem significar cortes no dispositivo capitalista por funcionarem de forma a impedir o controle, a padronização e a transformação dessas práticas em objetos de consumo. Assim, são práticas também fugidias, começam e terminam de forma repentina, ocupando coletivamente as ruas ou espaços públicos com o próprio corpo, às vezes com um mote, mas nem sempre e, em geral, após o início, escutamos dos ocupas muito mais que o motivo disparador daquela ocupação, como disse uma estudante no filme de Pronzato: “hoje se aprende mais política nas ruas”.

No caso dos estudantes secundaristas no Brasil, as ocupações se deram por meio das artes – performances, projeções, pinturas, shows, peças – e, ainda, de uma auto-organização nas escolas que compreendeu a estrutura física e de equipamentos, além da organização de aulas, debates, eventos, em um movimento recíproco de dentro para fora e de fora para dentro”, como disse uma estudante à Latusa, o que cria um fora e um dentro, ou seja, um rearranjo do espaço social. Cabe, então, perguntar se as ocupações produziriam uma espécie de negatividade de objeto no corpo social, criando espaços vazios, representacionais, bordas, abrindo espaço / tempo no fluxo de pessoas, de gadgets, de sentidos, mexendo com a linguagem estabelecida, como se fizessem um corte ou furo no Outro do mercado.

Nesse sentido, impressiona a crítica da grande mídia brasileira às ocupações, como se estas interrompessem o bom andamento do mundo tal como ele é, daquilo que está estabelecido como possível, como se o mundo e a cultura, a ficção de mundo que criamos, fossem desde sempre idênticos, ignorando que a cultura é construída a partir dos indivíduos. No caso das ocupações das escolas secundaristas, a questão é mais complexa, no entanto. No recorte que faço aqui, tomou-se a ideia estudantes aprendem em escolas como fato, mesmo toda a sociedade brasileira sabendo há décadas do sucateamento das escolas públicas e, ainda, mesmo após as falas dos estudantes e de seus pais de que os alunos que fizeram a ocupação estavam aprendendo muito mais após terem ocupado, talvez por se sentirem mais parte das escolas, também quando estas retornaram ao funcionamento instituído.

Assim, seria legado das ocupações uma mudança nesses alunos, em sua relação com a escola e com a sociedade? A linguagem, o simbólico, desnaturaliza o corpo do organismo que, então, incorpora a cultura. Porém, em tempos que a crise da tradição parece não garantir um lugar no Outro, pergunto se a prática das ocupações a partir dos espaços vazios criados e das possibilidades de deslocamentos aí engendradas lida com essa força estranha que escapa à formatação e insiste de forma diferente da segregação, à maneira da serpartição, neologismo que fez Lacan, pinçado por Miller em 2005, ao tratar de uma separação possível sem a intervenção do Outro. Ou, nas palavras da estudante à Latusa, ao ser perguntada sobre o que levaria da experiência: “eu tive a noção do meu corpo”.

 

¹ Para um aprofundamento desta proposta: Liégard, F. Psychanalyse do lien social et sociologie: un rencontre à élaborer. L’exemple de la délinquance juvénile contemporaine. In : Journal des Anthropologues. 116-117, 2009; Alemán, Jorge. En la Frontera – sujeto y capitalismo. El mal estar en el presente néolibéral. Conversaciones con María Victoria Gimbel. Barcelona, Gedisa Editorial, 2014.

 

Referências Bibliográficas
Brousse, M.H. O Inconsciente é a política. São Paulo: Escola Brasileira de Psicanálise, 2003.
Latusa. Rio de Janeiro: Escola Brasileira de Psicanálise Seção Rio, n.21, agosto de 2016.
Miller, J.A. “Introdução à leitura do seminário 10 da Angústia de Jacques Lacan”. Em: Opção Lacaniana, n° 43. São Paulo: Eolia, maio de 2005.

Desatino! Extra – Boletim das XXV Jornadas

Caros colegas,

Convidamos todos os inscritos nas XXV Jornadas Clínicas da EBP-Rio e do ICP-RJ a pegarem gratuitamente uma cópia da impressão dos quatro casos que discutiremos na Conversação clínica que ocorrerá nas Jornadas. As cópias estarão disponíveis a partir desta sexta-feira, 20 de outubro, na Seção Rio.  

Sugerimos fortemente a todos que façam uma leitura prévia dos casos. No dia da conversação não procederemos à sua leitura integral, mas apenas a uma breve retomada de seus principais pontos destacados pelos autores nos debates preparatórios à conversação.  

Tomamos as indicações de Jacques-Alain Miller como orientação para a conversação: “Se confiamos na cadeia de significantes, vários participam do mesmo. Pelo menos é a ficção da conversação: produzir — não uma enunciação coletiva — senão uma associação livre coletiva, da qual esperamos um certo efeito de saber.”

Nossa aposta é de que essa conversação seja mais uma ocasião para avançarmos na pesquisa clínica que marca o ICP-RJ.

Tatiane Grova – Coordenação de Núcleos do ICP-RJ
Paula Borsoi – Diretora do ICP-RJ

1 MILLER, J.-A et alli. La pareja e el amor: conversaciones clinicas com Jacques Alain-Miller em Barcelona. Buenos Aires: Paidós, 2005.

Letras, Amores e Dissabores

Por Isabel Lins

O que une a literatura à psicanálise é a letra. No meio desse caminho está não a pedra… mas, o Amor. As cartas de amor! Letras.

O amor faz suplência a uma relação que não existe: a relação sexual. Mas são, justamente, a letra, a carta, a escrita, que podem suspender o real dessa não existência. É o amor – objeto desses endereçamentos, que fazendo suplência ao real, convoca aquele em todas suas variantes, como variaram os títulos do filme que mencionarei a seguir. As declinações do amor são infindáveis, inesgotáveis, há sempre presente um… Mais… Ainda. O amor não para de demandar – é a própria demanda. Joyce, na ausência de sua Nora, assim se queixava: “Amor, amor, amor, por que me deixaste tão só?” (Dedicatória de Joyce a Nora no livro de poesias “Música de Câmera”, Primeiro livro publicado pelo autor, 1907).

Lacan nos adverte em Le Savoir du psychanlyte, Sem. 1971-72. (Publication hors commerce. Document interne à l’Association Freudienne Internationale et destiné à ses membres, sans date, page 56.) que “O melhor que há nesse impulso que se chama amor é a carta, a letra que pode tomar formas estranhas” (Idem p. 57).

“Amar foi minha ruína”, filme rodado em 1945, teve a direção de John Stahl, estrelado por Gene Tierney – que ganhou o Oscar de melhor atriz -, Cornel Wilde, Vincent Price e Jeanne Crain, entre outros. Interessante notar como seu título, no original, “Leave her to heaven”, foi sendo traduzido nas diversas línguas, conforme o país onde era exibido: “Amar foi minha perdição” (Portugal), “Amar foi minha ruína” (Brasil), “Peché mortel” (França), “Femmina Folle” (Itália), etc. Títulos esses não conforme ao original, mas todos guardando referência ao amor, seja este, como no caso, um amor absolutamente possessivo, exclusivo, narcisista. O amor é plural, conjuga-se em todas as pessoas, expande-se por entre mares e oceanos, ou, como canta Rita Lee na canção Amor E Sexo (letra de Arnaldo Jabor, musicada por Rita Lee), “Amor é prosa, sexo é poesia”.

Considerado, à época, filme noir ou de suspense, “Amar foi minha ruína” saiu conquistando inúmeros prêmios. Femmina, pecado mortal, ruína, perdição, céu…

Letras de amor! É que nada esgota os dizeres do amor. Lembremo-nos da canção de Chico: “O que será que será? O que não tem fim, nem nunca terá…”

À medida que Stéphane Mallarmé escrevia Herodias, personagem-título de um dos seus mais belos poemas, ia lhe dando vida, “humanizando-a”, dando-lhe corpo, a tal ponto que se identificou a ela, que dela não mais pôde prescindir. Herodias, agora, não mais personagem. Herodias-mulher leva o poeta a sofrer todos os avatares que uma paixão amorosa proporciona. Atingido no seu ser, deixa por anos de escrever, absolutamente siderado e paralisado por Herodias, fruto de sua criação. Tomou a personagem ao pé de sua letra.

Numa das “Cartas Portuguesas” de Soror Mariana Alcoforado, há uma epígrafe com esse dizer: “Uma obra de arte ou de literatura, ainda quando muito perfeita, não passa de uma cópia da vida: as cartas são a própria vida” (Epígrafe da Primeira Carta, 2a edição, setembro 2004, p. 10), Paléologue.

Ao se referir a este livro, Saint Simon classifica o amor uni-presente na obra como “um amor desconforme” (Epígrafe da Terceira Carta, p. 38).

Na 5a carta, Soror Alcoforado escreve ao amado: “amei-o como louca! O desprezo que tive por todas as coisas!” (2004, p. 83). Adoecida por esse amor pouco correspondido, a autora das cartas assim se lamenta ao amado: “Que fiz eu para ser tão desgraçada? Por que envenenaste a minha vida?” (2004, p. 93).

Afinal de contas, sabemos que no entender de Lacan, ao comparar amor e desejo, ele situa o gozo feminino do lado do amor; por isso, as mulheres superestimam tanto o amor e seu cortejo: declarações, falas, cartas, serenatas… promessas!

Um homem negar amor a uma mulher pode ser devastador para esta; é disso que se trata nessas Cartas Portuguesas.

Mais… ainda, palavras de Lacan: “Falar de amor, com efeito, não se faz outra coisa no discurso analítico (…) O que o discurso analítico nos traz (…) é que falar de amor é, em si, um gozo” (LACAN, 1972-73, p. 112). Sem o AMOR, nada feito.

 

Referências
ALCOFORADO, Soror Mariana. Cartas Portuguesas, Livro de Bolso Publicações Europa- América. 2004
ATTIÉ, Joseph. Mallarmé o Livro – Estudo Psicanalítico, Forense Universitária. 2013. (As referências ao Poema Herodias de Stéphane Mallarmé e à crise que seguiu estão no livro supracitado, pp 31-43.)
JOYCE, James. “Música de Câmera”, 1907
JABOR, Arnaldo. “Amor e Sexo” cantado por Rita Lee.
LACAN, Jacques. Le Seminaire Livre XX Encore, Seuil, 1972-1973
LACAN, Jacques. Le Savoir du psychanlyte, Sem. 1971-72 (Publication hors commerce. Document interne à l’Association Freudienne Internationale et destiné à ses membres, sans date).

Desatino! n°4 – Boletim das XXV Jornadas

Olá pessoal,

Nossas XXV Jornadas se aproximam e as comissões trabalham cheias de fôlego preparando o intenso trabalho que se delineia passo a passo.

O Boletim Desatino! #4 traz as recentes colaborações de nossa comunidade nas diferentes categorias:

Na categoria Orientação ponto a ponto, temos os textos “Um sonho de Freud ou uma tese de Lacan?” de Ruth  Helena P. Cohen e o “O Real e o Sentido – Comentário de texto” por Eliana Bentes. A categoria Escavações do ICP foi enriquecida com mais uma contribuição. Thereza De Felice nos oferece “Um comentário sobre a exposição Porque yo escribo”, da artista plástica argentina Mirtha Dermisache. Apresentando o trabalho do analista na cidade, a Categoria Pólis-amores e loucuras está com três novos textos: “Pólis de poli-amores” de Clarisse Boechat, “Que Legado!!” por Fátima Pinheiro e “O amor de transferência em resposta à loucura da norma: uma experiência de psicanálise em extensão” de Andrea Villanova. Na Categoria Todo Mundo Lê contamos com a resenha do texto “Efeito de retorno à psicose ordinária” de Vicente Machado Gaglianone. Boa leitura!

 

Novidades no blog!

Em setembro inauguramos a Categoria Todo Mundo Vê, onde as contribuições apreendidas a partir do que se pode ver são bem-vindas! Filmes, séries, peças teatrais, pinturas e exposições são o ponto de partida para diferentes testemunhos experimentados no encontro com as diversas expressões da arte. Para essa nova categoria recebemos o texto de Maria Corrêa de Oliveira “O desmedido de Camille Claudel”, uma reflexão extraída de dois filmes sobre a escultora.

As playlists estão bombando no Spotify! Em ritmo de loucuras e amores, não deixam ninguém ficar parado. A Comissão de Divulgação e Mídia preparou novas playlists para irmos entrando no ritmo das nossas Jornadas. Tem para todos os gostos! No blog das Jornadas, basta clicar nos links “notas de loucura e amor” e curtir nossas seleções: Para inspirar, Para delirar, Para se acabar e a mais recente Para sambistas e chorões.

Nossa festa está em ritmo de frenéticos preparativos para bombar no encerramento dos trabalhos. O local, o Espaço Reduto, é uma linda casa localizada a 2 minutos a pé do Pró-Saber. Venha amar e enlouquecer com a gente! Acesse o blog https://loucuraseamores2017.wordpress.com/festa/ e tenha todas as informações sobre essa noite que promete ser de total desatino!

Para se inscrever nas XXV Jornadas, ligue para a secretaria da EBP Rio (2539-0960) ou do ICP RJ (2286-7993). Curta a página da EBP Rio no Facebook, confirme a presença no evento das XXV Jornadas e siga nosso Instagram, @loucuraseamores2017. Esperamos você!

Comissão de Divulgação e Mídia